Os dias passam,
o mundo parece insistir
em se acomodar em cima dos meus ombros.
Caminho sem pressa
porque não sei aonde quero chegar.
Não importa o
pensamento teu nome sempre o invade,
o rasga e o destrói.
A força que tenho já
deixou de ser compatível com o peso que carrego,
mais tudo bem,
nem isso me incomoda
mais.
Eu ia reclamar da dor,
dizer que não aguento mais.
Só que nada mais me
dói.
Pra falar a verdade, já
não sinto nada.
Não há distração
capaz de me distrair, não há mais amor capaz de me cativar.
Já não há nada mais.
Não enxergo verdade em
quase ninguém.
Ás vezes não enxergo
nem em mim.
Não existe razão
muito menos emoção.
Minha alma se perdeu em
uma rua qualquer
e sinceramente,
não acredito que seja
possível encontrá-la.
E mesmo com tudo,
a voz que ecoa em
minhas veias não se calou.
Eu morri.
Mas nasci no segundo
seguinte.
De uma forma estranha
o nada em que me
afundei,
acabou me despertando.
Despertei, assim sem
nada.
Mas com a certeza de
que estou mais viva do que jamais estive.
Leia ouvindo: Déjà Vu - Pitty http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=1d3BabnzQDo#at=190
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