A perda é a forma mais presente de ser ter alguém ou algo.
E não é por não ter se dado a importância devida,
é porque é quando perdemos que nos damos conta
que o que era normal, rotineiro, de praxe não vai mais acontecer.
E ai, o que perdemos nos ronda, nos segue nos perturba,
como se estivesse do nosso lado, como se convivesse conosco,
mais do que convivemos com nós mesmos.
E dói.
Dói porque ao contrário do que seria correto, quando perdemos não conseguimos perder literalmente.
A cada perda não perdemos, a cada perda nós ganhamos,
ganhamos mágoas, remorso, saudade, aprendizado, enfim, sempre recebemos algo
que sempre vai nos lembrar que algo se foi.
Fazendo lembrar que a presença que está se fazendo constante é apenas a fantasia
de tentar ter de volta o que se foi, ou de seguir nosso caminho levando a essência do que um dia nos encantou e foi embora.
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